Reforma na PEL 2 deve começar em agosto
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
A escolha da empresa que será responsável pela reforma da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) deve ocorrer até o final de julho. A informação foi repassada pela assessoria do Paraná Edificações, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil) e responsável pelo edital de licitação. As propostas cadastradas pelas empresas interessadas no pregão eletrônico serão conhecidas no dia 4 de julho. Vence quem apresentar o menor preço para a execução dos serviços. Caso nenhuma empresa participante protocole recursos, a responsável pelas obras será anunciada até o final de julho e terá até 15 dias para dar início à reforma. O custo total estimado é de até R$ 2,7 milhões. Os recursos foram liberados na última semana.
Já se passaram oito meses desde a rebelião em outubro do ano passado quando a PEL 2 foi parcialmente destruída. Após intervenção realizada pelo Departamento de Execução Penal (Depen), Reginaldo Peixoto assumiu a gestão da unidade e fez modificações emergenciais para a retomada parcial dos serviços. "O setor de tratamento penal foi restabelecido, estamos adaptando a ala de acesso às galerias e adaptamos os pátios de sol para dar o mínimo de salubridade para os internos. Conseguimos viabilizar a primeira visita de crianças há duas semanas. Estamos fazendo de 20 a 25 atendimentos de saúde por dia e levamos 48 presos para fazer exames de tuberculose", destacou. Nenhum caso suspeito foi confirmado na unidade.
Salas destruídas inviabilizaram a continuidade das aulas e os professores foram remanejados para outras unidades. O projeto de remição da pena por meio da leitura de livros e a oferta de cursos profissionalizantes já foram reiniciados. Sacolas com alimentos e itens de higiene pessoal trazidos por familiares dos presos voltaram a ser entregues. Visitas íntimas devem ser normalizadas em julho.
O edital de licitação inclui obras que envolvem reparos gerais, demolição de partes danificadas e reforma total das estruturas elétrica e hidráulica. Após a assinatura do contrato com a empresa, as obras devem ser concluídas em até 180 dias. Para o coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB Londrina, Paulo Cícero Leite, são necessárias melhorias, principalmente, nas condições sanitárias e nas estruturas de atendimento. "O atendimento interno ainda não está a contento, mas tem melhorado gradativamente. Celas construídas para quatro detentos estão com seis porque parte da unidade foi desativada. Com isso, dois deles ficam no chão. Acreditamos que a reforma deve melhorar essas condições", ressaltou.
Até o início da tarde de ontem, 776 detentos permaneciam na PEL 2. O local agora tem capacidade para abrigar 770 presos. Após a conclusão das obras, a unidade deve retomar a capacidade máxima e abrigar até 1.086 internos.


