Os reparos emergenciais que precisam ser feitos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) estão dependendo de doações. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, até agora, o governo do Estado repassou apenas R$ 5 mil para a execução das obras. Como o valor é insuficiente para toda a necessidade do local, os reparos estão sendo realizados conforme doações são recebidas.
Segundo o coordenador da comissão de estabelecimentos prisionais da OAB-Londrina, José Carlos Mancini Junior, alguns materiais de construção foram conseguidos em empresas privadas, a partir de uma mobilização envolvendo a entidade e a própria diretoria da PEL 2.
"A maioria dos reparos que estamos fazendo na unidade são a partir de doações de empresas privadas. Conseguimos ganhar parte dos fios para conseguir restabelecer a energia elétrica, alguns metros de lona, areia, pedra e produtos de higiene pessoal. Com pouco recurso do governo e a urgência das reformas, estamos tentando conseguir o máximo de doações possíveis para que as obras não parem."
No início do mês, presos destruíram galerias, teto e fiações elétricas durante rebelião na unidade. As reformas são necessárias para que os detentos possam retornar às celas e a situação volte a ser controlada. Atualmente, cerca de 950 detentos estão divididos em três pátios cobertos, com fornecimento de água, comida e atendimento médico. "Hoje a situação na PEL 2 é controlada, mas extremamente precária. As reformas são imprescindíveis e urgentes para que a gente consiga restabelecer uma segurança mínima na unidade", diz Mancini Junior.
Até o fim da semana, a previsão é de que pelo menos 150 presos sejam encaminhados às galerias que já tenham sido reparadas. Na semana que vem, novos presos deverão ser transferidos para unidades prisionais em outras cidades.
Em nota, a assessoria de imprensa do Departamento de Execução Penal (Depen) não informou quanto o governo estadual repassou para a execução das reformas emergenciais. Disse apenas que as obras estão "sendo realizadas com a mão de obra de presos do regime semiaberto. Foram encaminhados também presos da Colônia Penal Agroindustrial (CPAI) para atuação na recuperação da ferragem. O restabelecimento da energia elétrica também está sendo providenciado, inclusive com a doação de materiais elétricos por empresas conveniadas".
Em relação à reforma ampla na unidade, "o Depen aguarda o levantamento completo que está sendo realizado pela Paraná Edificações, para aquisição do material de forma emergencial pela Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), sendo que a mão de obra para a execução dos serviços será do sistema prisional", completa a nota.

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