Acapulco, 09 (AE-DOW JONES) - John S. Reed, um dos presidentes do Citigroup, afirmou que os esforços por parte de países latino-americanos para criar condições favoráveis à dolarização de suas economias podem ser mais benéficos do que a dolarização propriamente dita.
Reed fez essa declaração durante a convenção anual dos bancos mexicanos, em Acapulco. Para ele, uma vez que os países tenham alcançado a "convergência" em termos de inflação, abertura de mercados, crescimento econômico e política fiscal, o passo final de dolarizar a economia pode não ser necessário.
Reed também disse que, com a dolarização, os países "podem perder alguma flexibilidade em questões de política doméstica". Apesar disso, a "convergência" pode ser muito importante, porque "o investimento e a entrada de capital podem crescer como aconteceu na Europa" com a adoção do euro, afirmou.
O executivo ressaltou que incluir a questão da dolarização na agenda dos Estados Unidos e da América Latina pode ser útil, porque a política econômica norte-americana tem-se focalizado mais na Europa e no Japão.
Reed afirmou que os bancos mexicanos sofrem escassez de capital porque os investidores não os vêem como uma oportunidade de crescimento. "Nós, nos EUA, passamos por uma crise muito parecida em 1990, 1991 e 1992. Vários bancos, inclusive o Citibank, passaram por um período de carteiras de crédito ruins", no qual o Citibank acabou registrando perdas de US$ 5 bilhões com créditos irrecuperáveis.
Reed também declarou que a recente turbulência dos mercados emergentes, resultante das crises na ásia, na Rússia e no Brasil
provocou transferências de capital para os EUA equivalentes a US$ 500 bilhões. "Acho que há uma acumulação de capital nos EUA que não deveria estar lá", acrescentou.

mockup