Brasília, 07 (AE) - O custo total da reforma no Palácio da Alvorada será de R$ 1,192 milhão. Só o projeto elaborado pelo escritório do arquiteto Oscar Niemeyer - o autor do projeto arquitetônico da cidade de Brasília - custou R$ 356 mil. Além disso, a reforma incluirá gastos de R$ 384 mil para a compra de mobiliário e tapetes e R$ 452 mil para a instalação de ar condicionado em dois salões do palácio. Os custos serão pagos por meio de recursos privados arrecadados com base na Lei de Incentivo à Cultura.
Os números detalhados da reforma do Alvorada foram divulgados hoje pelo chefe do cerimonial do Planalto, embaixador Valter Pecly. Nos custos não estão incluídos o projeto de iluminação feito por Hans Donner, responsável pelas vinhetas de apresentação de programas da TV Globo. Segundo Pecly, o custo total da reforma na iluminação será de R$ 170 mil e, se a Fundação Banco do Brasil conseguir captar mais recursos além do 1,1 milhão, ele será realizado.
Os problemas de vazamentos e entupimentos em banheiros da área social e área íntima usados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth serão resolvidos com dotações da Presidência da República. O embaixador Pecly explicou que além de aceitar os projetos de troca de móveis e de iluminação do palácio, o escritório do arquiteto Oscar Niemeyer também elaborou o projeto para a instalação do ar condicionado em dois salões.
Os móveis serão adquiridos na empresa Forma, de São Paulo, com dispensa de licitação. "Só a loja fabrica móveis deste estilo", justificou Pecly. São ao todo 50 peças - entre sofás, cadeiras, mesas e mesas de centro, além de puffs e banquetas. Neste total está incluída ainda a troca de seis tapetes. Saem os tapetes orientais e entram tapetes de lã de carneiro, feitos a mão, mais modernos. A Presidência irá fazer licitação, a partir de janeiro do próximo ano, para a instalação do ar condicionado em dois salões. O presidente Fernando Henrique autorizou a reforma no Alvorada para acabar com problemas crônicos de vazamento nos banheiros, móveis rasgados e encardidos e o calor dos salões onde costuma receber presidentes e autoridades estrangeiras e políticos e personalidades brasileiras. Em 1997, durante a visita do presidente norte-americano Bill Clinton ao País, para disfarçar o vazamento que o banheiro do presidente estava provocando na biblioteca do Alvorada, os assessores colocaram um lixeira preta no centro da sala. "Os pingos caiam enquanto os dois presidentes conversavam", lembrou um assessor.

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