Reforma de penitenciária vai custar R$ 1,5 milhão
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Cascavel - Destruída em mais de 80% de suas instalações durante rebelião que durou cerca de 45 horas no mês passado, a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) deve estar completamente reformada em meados de fevereiro de 2015. Pelo menos é essa a expectativa da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), pasta responsável pela administração das unidades penitenciárias do Estado. Segundo a assessoria de imprensa da Seju, engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e Logística orçaram em mais de R$ 1,5 milhão o custo para reparar as galeiras danificadas (o valor exato ficou em R$ 1.527.390).
A Seju já enviou à Procuradoria Geral do Estado (PGE) o pedido de dispensa de licitação das obras, por causa de seu caráter emergencial, com a expectativa de que a análise seja feita em no máximo 15 dias. "Uma vez autorizado o serviço, iremos atrás de uma empresa de construção que aceite realizar as obras pelo valor do orçamento feito pela Secretaria de Logística", informou a assessoria de imprensa da Seju. A secretaria estimou que as reformas comecem em novembro e que a empresa contratada conclua o serviço em 90 dias, daí a previsão de que a PEC esteja novamente com sua capacidade normal em fevereiro.
Atualmente, 300 presos, segundo a Seju, ocupam as celas que não foram danificadas na rebelião. Após o motim, que resultou em cinco mortes e 25 feridos, além de duas galerias inteiras destruídas, apenas 222 detentos permaneceram na penitenciária. A assessoria da Seju informou que depois dos trabalhos de limpeza e retirada de entulhos algumas celas foram reaproveitadas, o que permitiu que outros 78 detentos voltassem à unidade. A capacidade normal da PEC é para 1.116 presos, em uma conta questionada por entidades de direitos humanos, Pastoral Carcerária e Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), para quem o governo ampliou as vagas das penitenciárias do Estado sem ampliar também a estrutura física dessas unidades. A rebelião na PEC foi a primeira de uma série de cinco motins realizados pelos presos no sistema penitenciário entre o fim de agosto e as primeiras semanas deste mês.
Uma das rebeliões ocorreu na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco), onde engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e Logística também já fazem o levantamento dos custos para reformar as celas danificas. A Seju estima que de 30% a 35% das instalações da Peco foram destruídas.


