O governo federal vai ter em 2001 mais de 2,6 milhões de hectares para assentamento de trabalhadores rurais no País, anunciou ontem o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, ao divulgar as metas da reforma reforma agrária para o próximo ano. O objetivo do ministério é assentar 100 mil famílias. O ministério, disse Jungmann, terá um orçamento de R$ 6,056 bilhões.
O ministro informou que o orçamento de 2001 teve acréscimo de R$ 754,6 milhões em relação ao do ano passado, passando de R$ 5,302 bilhões para R$ 6,056 bilhões. Os recursos destinados à agricultura familiar, educação de jovens e adultos, assentamento de trabalhadores, gerenciamento fundiário e à consolidação dos assentamentos terá R$ 85 milhões a mais do que este ano-serão R$ 1,926 bilhão.
O assentamento das 100 mil famílias será feito por meio de desapropriação, arrecadação de terras públicas, obtenção de créditos fundiários e pelo Programa de Crédito Fundiário (Banco da Terra e Terra Legal), disse o ministro. Além disso, o governo pretende entregar títulos definitivo de terra a 60 mil famílias.
A meta é vistoriar 3.035 imóveis rurais em 2001. Só com a identificação desses imóveis para reforma agrária serão gastos R$ 11,1 milhões. Segundo Jungmann, o ministério investirá outros R$ 237 milhões em crédito de instalação de 65 mil famílias e R$ 19 milhões para dar assistência técnica a 109 mil famílias.
No próxino ano, o governo investirá mais em assistência técnica e na liberação de crédito aos assentados. O ministro reconhece que esses são hoje os principais problemas do programa oficial de reforma agrária.
Para o Programa de Crédito Fundiário o orçamento de 2001 prevê investimentos de R$ 415,5 milhões e o atendimento de 20 mil famílias. Já o Banco da Terra, um dos principais projetos do ministério, deve aplicar R$ 320 milhões na aquisição de 1,2 milhão de hectares. O Cédula da Terra investirá R$ 80 milhões e o Terra Legal, financiado pelo Banco Mundial (Bird), terá R$ 15,5 milhões para investir no campo. O ministério vai contar ainda com R$ 167 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird) para consolidar os assentamentos rurais.

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