Para que o Brasil atinja o pleno emprego é necessário realizar as reformas agrária, tributária e social. A avaliação é do secretário do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Márcio Pochmann, que avaliou as perspectivas do mercado brasileiro durante o seminário ''A Questão do Emprego na Globalização''.
Ele criticou o atual modelo econômico do País, baseado no neoliberalismo, e defendeu que a política do pleno emprego possua legislação própria. ''O Brasil vem passando desde o início dos anos 90 pela pior crise de emprego da história. Como estamos vivendo hoje, não há paralelo em nenhum outro período'', afirmou. Ele ressalta no entanto, que o problema do emprego será difícil de ser sanado porque não há consenso no diagnóstico sobre o problema.
''Esta problemática existe em função do modelo econômico atual, que faz com que o desempregado passe imagine que o problema de falta de trabalho é exclusivamente dele'', disse.
Também participaram do evento o coordenador nacional da campanha pelo pleno emprego, José Carlos de Assis; o secretário de Emprego em Relações do Trabalho, Walter Barelli; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho; o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) e do diretor da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Empresas Transnacionais e a Globalização (Sobeet), Antonio Prado.
O seminário foi considerado a primeira semente da campanha pelo pleno emprego em São Paulo. O movimento teve início em junho no Rio de Janeiro, e tem como bandeira que o direito ao trabalho é imperativo do direito de cidadania. (Agência Estado)

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