Maurício Borges
de Apucarana
O comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar (Apucarana), major Aparecido Fardim Rubira, determinou ontem o envio de reforço policial para Manoel Ribas (160 km ao sul de Apucarana), atendendo solicitação do prefeito Antônio Camilo (PFL). O objetivo é melhorar a atuação preventiva, diante de supostas ameaças de saques ao comércio local, que teriam sido feitas por sem-terra que ocupam, desde o dia 30, a Fazenda Santo Antônio.
O clima de tensão também leva hoje à cidade o secretário de assuntos fundiários do Estado, Antonio Carlos Coelho. ‘‘Ele vem para tentar uma desocupação pacífica com os sem-terra’’, informou o prefeito. Segundo ele, a sociedade de Manoel Ribas não aceita a ocupação de áreas produtivas e exige mais rigor do governo do Estado.
A invasão da propriedade da família Pacheco, considerada altamente produtiva, causou revolta e gerou um clima de intranquilidade entre comerciantes e proprietários rurais. A tensão aumentou no fim de semana, depois que o prefeito Antônio Camilo (PFL) negou-se a atender uma lista de reivindicações apresentada pelos cerca de 200 sem-terra que invadiram a área.
Além de lonas, pregos e madeiras, uma comissão do MST também exigia gêneros alimentícios e assistência médica. Diante da negativa, surgiram na cidade comentários de que poderiam ocorrer saques. Segundo o capitão José Carlos Xavier, comandante da companhia da PM em Ivaiporã, a princípio serão mais 10 policiais em Manoel Ribas, a partir de hoje. ‘‘Eles ficarão baseados no destacamento da PM local, dispondo de veículos para intensificar o policiamento preventivo’’, anunciou o capitão Xavier.
Camilo ressaltou que o município tem dado apoio aos assentados das fazendas Itaúna e Caçula, mantendo professores, assistência médica e destinando alimentos porque se tratavam de áreas improdutivas.

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