As empresas terceirizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já mapearam os pontos-chave da Estrada do Colono e iniciaram o reflorestamento do local, plantando inicialmente mudas de árvores nativas resistentes às condições do caminho.
Um engenheiro florestal está orientando técnicos do instituto e funcionários de uma empresa particular, que não teve o nome divulgado pelo Ibama, assim como o valor gasto para a contratação do pessoal.
O diretor do Parque Nacional do Iguaçu, Julio Gonchoroski, negou que o custo total da ‘‘Operação Porto Belo’’ estaria avaliado em R$ 10 milhões, valor especulado pelos moradores.
‘‘Os recursos saíram de um convênio entre Ibama e os ministérios do Meio Ambiente e Justiça e não chegam a um quinto deste valor’’, afirmou Gonchoroski. Ele destacou que a recuperação total da mata deve demorar cinco anos.
Até domingo, 20 mil mudas devem ser plantadas em toda a extensão da estrada que corta o Parque Nacional do Iguaçu (17,6 quilômetros). O diretor do parque disse ainda que serão jogadas, por meio de helicópteros, sementes de árvores nativas. Os técnicos estão optando inicialmente por ingás e ipês, plantas que resistem ao sol forte e se desenvolvem em terrenos degradados.
Sobre a manutenção da estrada fechada, após a saída da Polícia Federal, prevista para o início da semana, o diretor do parque disse que a fiscalização e vigilância serão definidos em Brasília. ‘‘Já estão sendo marcadas reuniões junto ao Ministério da Justiça. Mais acho importante que as lideranças locais ajudem a desenvolver este trabalho’’, comentou Gonchoroski, referindo-se às ameaças de queimadas e matança de animais silvestres proferidas pelos moradores. (Emerson Dias)

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