Reflexos na vida profissional
Londrina - Aos 36 anos, o empresário do ramo da construção civil Glênio Alves Mota está na faixa de idade abordada na pesquisa. Ele diz que não foi um aluno exemplar, mas nunca reprovou e ficou de exame no Ensino Médio apenas uma vez. "Estudei em colégio agrícola, onde havia mais disciplinas que nas escolas tradicionais. Era melhor em matemática que em português. Mas acredito que mais que as notas boas, as muitas oportunidades e informações abriram um leque de opções em minha vida profissional e me permitiram realizar diversas atividades", declara.
Formado em Processamento de Dados, Mota trabalhou como analista de sistemas por quase dez anos. Somente há dois anos, no entanto, o salário teve um aumento considerável. E foi quando ele resolveu mudar de área. "Hoje ganho um valor que considero muito bom, cinco vezes mais do que antes. Os negócios estão prosperando e considero minha situação confortável", analisa.
Mota diz ainda que bom desempenho escolar não é garantia de sucesso na vida profissional. "Muitos são inteligentes, tiram notas boas, mas não possuem competências como jogo de cintura, trabalho em equipe e até mesmo um bom nível de conversação."
Da segunda geração analisada pela pesquisa, aos 27 anos, a psicóloga Renata Garcia credita grande parte de seu desempenho profissional ao empenho no ensino médio, mas aponta a importância, sobretudo, da graduação. "Levei para a faculdade a mesma dedicação que tive na escola. Minhas notas sempre foram boas e representavam meu esforço. Com certeza, tudo isso refletiu posteriormente na vida profissional", conta ela, que logo após a graduação ingressou no mestrado e agora se prepara para iniciar o doutorado. Com relação ao salário, Renata considera sua remuneração atual confortável, mas diz que é preciso trabalhar bastante para isso. "Logo no início não ganhava tão bem. Hoje dou aula em três universidades diferentes, além do atendimento clínico", pontua.(M.T.)





