Londrina – Começaram a funcionar na noite de ontem dois refletores instalados no Bosque Marechal Rondon, no centro de Londrina. Os equipamentos são mais uma tentativa da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) em diminuir o número de pombos na região central da cidade. O período de testes vai durar 15 dias.
Os holofotes vão permanecer ligados das 16h30 às 20 horas, período estimado em que os pombos retornam para as árvores para passar a noite. Os equipamentos foram instalados pela Secretaria de Obras e estão localizados na face do Bosque voltada para a Avenida Rio de Janeiro.
As lâmpadas são de vapor de sódio e têm 400 watts de potência. "São as mesmas utilizadas nas ruas do centro. Através de um temporizador foi programado o período que elas vão ficar acesas. De acordo com a necessidade é possível fazer uma nova programação", explicou Luiz Henrique Geraldo, gerente de Iluminação da Secretaria de Obras.
A iniciativa foi colocada em prática após visita de técnicos da Sema a algumas cidades do interior paulista. Em Araraquara, a colocação de lâmpadas direcionadas para a copa das árvores foi responsável por afastar as aves de uma determinada área. "Dependendo da avaliação pode haver um redirecionamento do foco, alteração no horário e também aumento do número de refletores. Se a experiência for positiva, o projeto é instalar lâmpadas em todo o entorno do Bosque", frisou a secretária do Ambiente, Maria Silvia Cebulski.
Na área onde foram instalados os refletores foi feita uma lavagem das calçadas e o controle da presença de aves no local será feito através da quantidade de fezes no chão. "Vamos analisar também pelo número de pombos que vão permanecer nas árvores diante da iluminação", ressaltou a secretária.
A administração municipal fez nos últimos anos inúmeras alternativas para diminuir a população de pombos e, consequentemente, a sujeira provocada pelas aves nas ruas e praças do centro. Foram construídos pombais, instalados repelentes eletromagnéticos, feita poda de árvores e até soltura de predadores naturais, como gaviões. Nenhuma iniciativa foi bem-sucedida. A Sema realizou também uma audiência pública em busca de soluções para o problema.
A população continua descrente sobre uma solução definitiva. "Talvez a luz acabe sendo um repelente para as aves, mas acho que deveria ser mais forte", apontou o aposentado Rogério da Silva, de 72 anos. O casal Edson Luiz e Maria Vita Teodoro são vizinhos dos Bosque e utilizam o espaço diariamente. No início da noite de ontem passeavam pelo local. "Elas estão pousando normalmente mesmo com o refletor aceso. Uma solução só virá com a aplicação de várias medidas ao mesmo tempo", sugeriu a moradora.

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