Referendo em Timor Leste é adiado mais uma vez
Jacarta, 28 (AE-AP) - O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, adiou em uma semana o referendo histórico que decidirá a independência de Timor Leste, informou hoje (28) o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Ali Alatas.
"O secretário-geral aparentemente está propondo agora que a consulta popular em Timor Leste definitivamente seja realizada em 30 de agosto", disse Alatas à rede de televisão CNBC, de Cingapura.
Este é o segundo adiamento em meio ao temor de que a situação de segurança na ex-colônia portuguesa não permitiria a realização de um referendo livre e justo.
Originalmente, o plebiscito estava marcado para o dia 8 de agosto, sendo adiado posteriormente para o dia 21. "Não sabemos exatamente as razões do atraso", disse Alatas sobre o novo adiamento.
O chanceler foi entrevistado em Cingapura, onde está participando de uma conferência da Associação das Nações do Leste e do Sul da ásia.
Timor Leste foi assolada pela guerra de guerrilhas, abusos de direitos humanos e inquietação civil desde que a Indonésia invadiu o território em 1975.
O referendo permitirá que os 800.000 timorenses escolham entre permanecer parte da Indonésia como uma região autônoma ou optar pela independência total.
A possibilidade de se tornar independente polarizou a população local, e os ativistas pró-independência acusam milícias pró-Jacarta de assassinar civis e atacar funcionários da ONU como parte de uma campanha contra o referendo.
Também hoje, na província indonésia de Maluku, a violência continuou produzindo vítimas. Na capital Ambon, pelo menos sete pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas no quinto dia de conflitos religiosos, informaram autoridades e testemunhas.
Todas as vítimas eram muçulmanos, afirmou Paing Suryaman, um diretor do Hospital Al-Fatah.





