No próximo dia 23, cerca de 121 milhões de eleitores de todo o País vão às urnas decidir sobre o futuro da comercialização de armas no Brasil. É o ''Referendo Sobre a Proibição do Comércio de Armas de Fogo e Munições no Brasil''. As pessoas terão que responder à pergunta ''O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?''.
O sistema de respostas é simples: é só digitar 1 para dizer ''Não'' e 2 para ''Sim''. Assim como nas eleições normais, o eleitor também tem o direito de votar em branco, apertando a tecla específica na urna, ou anular seu voto, digitando qualquer número diferente dos sugeridos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto é obrigatório aos cidadãos com idade entre 18 e 70 anos, e facultativo aos demais eleitores em situação regular. A votação começa às 8 horas e será encerrada às 17 horas. É preciso levar o título de eleitor e/ou outro documento pessoal com foto.
Quem estiver fora de seu domicílio eleitoral deve justificar o voto gratuitamente em qualquer seção, ou procurar os cartórios eleitorais em até 60 dias. O eleitor que não justificar fica sujeito à multa de R$ 3,51. Além disso, enquanto não regularizar sua situação, a pessoa fica impossibilitada de participar de concursos públicos, realizar matrícula em instituições públicas de ensino e retirar passaporte, entre outras restrições.
O juiz Jurandir Reis Junior, coordenador do referendo em Londrina, explica que, por possuir todas as características de uma eleição normal, o referendo também permite a presença de fiscais credenciados nos locais de votação. ''A diferença é que, ao invés de partidos, estarão representadas as duas frentes parlamentares'', ressalta.
O comércio de bebidas alcoólicas no dia em questão foi proibido pela Secretaria de Segurança Pública. A Lei Seca entra em vigor à 0 horas do dia 23, e vai durar exatas 24 horas. Quem for pego realizando propaganda de boca-de-urna também estará infringindo a lei, e ficará sujeito às sanções penais cabíveis.

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