Refém tinha casamento marcado para ontem
Entre os relatos dos reféns aterrorizados pela quadrilha, chamou a atenção a história do advogado Sérgio Luiz Masson da Silva, 37 anos. Ele estava na Delegacia de Ortigueira verificando um processo quando o local foi invadido pelos bandidos. ''Eles mandaram todos que estavam lá se ajoelharam, entregar pertences, e depois nos prenderam numa cela. Ficamos lá por cerca de uma hora'', disse.
A ação aconteceu antes do meio-dia. Sérgio estava de casamento marcado num cartório da cidade para às 16h30. Duas horas antes, já mais calmo, garantiu à FOLHA que não ia interromper os planos. ''Minha preocupação foi minha noiva ir até a delegacia na hora do crime, pois sabia que eu estaria lá. Felizmente, deu tudo certo.''
O vereador Francisco Leônidas Correia (PPS), 51 anos, foi outro refém da delegacia. Ele estava no Centro quando foi abordado por um amigo, que lhe disse para chamar a polícia porque um assalto estava acontecendo na cidade. ''Resolvi ir direto na delegacia para pedir ajuda. Nunca imaginei que os bandidos estariam lá'', afirmou.
Outro caso relatado por testemunhas foi o de um garoto que teria ''atrapalhado'' os criminosos. Enquanto a quadrilha cometia assaltos, o menino teria furado com uma faca os pneus de um dos veículos, que ficou inutilizado e acabou sendo abandonado no local.
O autônomo Robson Carneiro Bueno revelou ter visto o mesmo Gol branco usado pela quadrilha circulando pela cidade por volta das 9 horas da manhã. Os crimes levaram grande parte dos comerciantes de Ortigueira a baixarem as portas. (V.N.)





