Refém agradece por sair do "inferno"
São Paulo, 25 (AE) - Josué Cavalcante Albuquerque, de 43 anos, que há três anos e nove meses trabalha como monitor no Complexo Imigrantes da Febem, foi um dos reféns que ficaram em poder dos menores na madrugada de hoje. Ele foi liberado apenas 12 horas depois com o braço direito machucado. "Graças a Deus consegui sair do inferno", disse, na porta do Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Sabóia, que fica próximo do complexo da Febem, no Jabaquara, na zona sul. "Apesar do sofrimento, os garotos me trataram bem".
De acordo com ele, foi a pior rebelião que já ocorreu no local. "Eles bateram no meu braço com um pedaço de pau, mas está tudo bem", contou. "O clima está péssimo dentro do complexo e os menores estão nervosos, revoltados e armados". O monitor afirmou que mesmo vivendo sob pressão dentro do complexo não pretende mudar de profissão. "Não quero pensar nisso, pelo menos por enquanto", completou. (Natalie Antar)





