Refém agradece orações
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Logo após serem libertados pelos presos amotinados, os quatro agentes penitenciários feitos reféns foram atendidos por uma viatura do Siate na entrada da PEL. Com escoriações pelo rosto e corpo, todos se disseram aliviados e em bom estado. Dois dos agentes estavam na unidade há apenas seis meses.
Emocionado, o agente identificado apenas por Josué, um dos novatos e que foi um dos mais ameaçados e maltratados, disse estar cansado mas tranquilo. Mas assim que começou a falar, emocionou-se. ''Tereza (esposa) eu te amo. E mãe, obrigado pelas orações'', gritou para as câmeras e microfones.
O agente Antônio Alves, com mais experiência, contou que os presos os mantiveram sob ameaças constantes e só diziam que queriam a transferência. ''Eles são do PCC e falavam que queriam ir para São Paulo'', revelou o refém. Alves disse que a ação dos presos foi rápida mas que, ''graças a Deus, o pior já tinha passado''.
Para o diretor do sindicato dos agentes do Paraná, Ademildo Correa, a ação dos presos não foi facilitada por falhas na segurança e a negociação foi, ''até certo ponto bem conduzida''. ''É sempre uma (situação) surpresa e a emoção acaba tomando conta mas, de certa forma, as negociaçcões foram bem sucedidas'', comentou. Após a saída dos presos amotinados e dos reféns, a unidade foi submetida a uma revista geral e estoques foram apreendidos.


