NATAL - A garota Valderice Ribeiro da Silva, 16, foi mantida como refém pelo ex-soldado militar Genildo Ferreira de França, 27, por mais de 22 horas. Ficou como refém das 14 horas de anteontem, quando ele convidou-a para sair, até as 12h10 de ontem, quando foi morto por homens das Polícias Militar e Civil.
Ela afirmou que, das 14 horas de anteontem até a 1 hora de ontem, ela o viu assassinando pelo menos dez pessoas. Valderice Silva afirmou que França lhe disse que estava matando as pessoas para provar que não era homossexual, bem como para vingar a morte do filho Iuri, atropelado há dois anos por um taxista.
Maria do Carmo de França, 50, mãe do ex-soldado, disse que notou que seu filho estava ‘‘perturbado do juízo’’ desde que o filho dele Iuri foi atropelado e morreu há dois anos. O filho de França tinha um ano e meio. Segundo ela, nos últimos dias, o filho estava muito agitado e costumava chegar à sua casa demonstrando inquietação. ‘‘Ele ficava o tempo todo indo da sala para a horta, no quintal.’’
‘‘Ele viu toda a cena do atropelamento do filho e ficou muito traumatizado. Ele comprou uma arma e falava em vingança o tempo todo’’, disse Maria do Carmo. Segundo ela, França ficava ainda mais perturbado quando encontrava o motorista que atropelou seu filho. Ela disse que o autor do atropelamento, cujo nome disse desconhecer, nunca foi punido pela Justiça.

mockup