Londrina - Em uma cidade de médio porte como Londrina, com organização e estrutura já definidas, é possível haver mudanças e adequações de mobilidade urbana. Para o editor do Portal Mobilize Brasil, Marcos de Souza, entidade que congrega informações e fomenta discussões sobre mobilidade urbana, a primeira iniciativa é evitar que as cidades se expandam demasiadamente e incentivar o desenvolvimento regional. "Isso diminui ou até exclui a necessidade de longos deslocamentos, porque consegue-se manter as pessoas nas localidades, ou seja, trabalham e moram na mesma região."
Dessa forma, os pequenos deslocamentos poderiam ser realizados a baixo custo, pelo uso de bicicletas ou a pé, por exemplo.
Num segundo momento, ele destaca a criação do sistema de bicicletas públicas, faixas exclusivas de ônibus e, principalmente, incentivo ao uso de veículos leves sobre trilhos (VLTs), cujo impacto ambiental é imensamente menor que os veículos emissores de gases.
No documento do Ipea, com relação ao tempo de deslocamento de casa para o trabalho, o estudo aponta que 66% dos brasileiros gastam até 30 minutos no percurso diariamente. Mas a tendência é de piora, em função do crescente aumento da taxa de motorização da população, o que demandará grande investimento dos governos nas próximas décadas.
Em metrópoles como São Paulo, o tempo médio do percurso é de 45 minutos. Por isso, a elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana se torna fundamental.
Para Souza, os planos são importantes principalmente para que haja continuidade nos trabalhos feitos pelas gestões dos municípios. "O documento, com base em estudos técnicos, indica quais investimentos devem ser feitos. A perenidade das ações é que vai fazer a diferença nas cidades. Mas não pode ser interferida por interesses políticos ou eleitoreiros", pontuou Souza, destacando que as mudanças sempre causam algum descontentamento inicial, mas são aceitas conforme atingem resultados positivos.(M.T.)

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