Reduzir a maioridade penal é um "atestado de falência do sistema de proteção social do país", diz especialista
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Agência Brasil 
Relator do processo do mensalão, que condenou dirigentes do PT envolvidos no escândalo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, recebeu neste domingo (21) das mãos do senador tucano Aécio Neves (MG) a Medalha da Inconfidência, dada pelo governo de Minas, em Ouro Preto, antiga capital do Estado.
Aécio, potencial candidato do PSDB à Presidência, e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), fizeram de Barbosa a figura central da cerimônia realizada anualmente no dia da morte do inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Aécio negou conotação política no evento.
"Estamos homenageando um mineiro que é reconhecido não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro", disse Aécio. "Não tenho dúvida de que o recente julgamento do STF é um marco importante para democracia brasileira. Portanto, é uma honra para qualquer um de nós poder tê-lo como conterrâneo."
Outro mensalão
Mineiro de Paracatu, Barbosa foi o orador do evento e, em seu discurso, defendeu a importância das ações afirmativas. "No Brasil contemporâneo, há progressos recentes na promoção do ideário de igualdade de Tiradentes, como é o caso do reconhecimento da desigualdade e da exclusão social histórica de que foi vítima um segmento chave da comunhão nacional, os negros, fato que levou o nosso STF a chancelar as políticas de ações afirmativas para grupos sociais hipossuficientes em universidades públicas."
O ministro deixou o local sem falar com a imprensa. Questionado pelo Grupo Estado sobre quando o STF pretende começar a julgar o mensalão mineiro - caso que envolve políticos do PSDB -, ele apenas sorriu e respondeu: "Está vendo por que eu não falo com vocês?"
Somente pessoas credenciadas e autoridades puderam ter acesso ao evento. Um grupo de servidores públicos que protestava contra o governo de Anastasia foi proibido de se aproximar da Praça Tiradentes.


