Redução não zerou deficit
Os primeiros conjuntos habitacionais erguidos na Zona Norte de Londrina, como Engenheiro Milton Gavetti e Ruy Virmond Carnascialli (de dezembro de 1977 e fevereiro de 1978, respectivamente), tinham como padrão casas de 43 metros quadrados (três quartos) e 38 metros quadrados (dois quartos), em terrenos que seguiam a média de 200 metros quadrados. ''Este tamanho foi uma exceção, pois o plano diretor previa que os lotes deveriam ter, no mínimo, 250 metros quadrados. Atualmente, terrenos com aquela metragem seriam inviáveis'', observa o diretor técnico da Cohab-Ld, Jonas Villar Pitz. O padrão atual é de 125 metros quadrados.
Ainda assim, o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) diz que a referência é a ''compreensão de que a moradia é um conjunto de condições que devem estar contempladas na configuração do espaço urbano, que vai muito além da oferta da unidade habitacional e do favorecimento às condições para o seu acesso''.
O estudo lembra que o grande número de habitações produzidas não resolveu o deficit habitacional. Atualmente não há um número definido do deficit habitacional no município. No Estado, de acordo com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), há em torno de 270 mil famílias sem moradia regularizada. (S.L.)





