Londrina - O capitão do Corpo de Bombeiros de Londrina, Rodrigo Nakamura, disse que a corporação já está instruída a acelerar a aprovação dos PSCIPs (Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico) solicitados nas próximas semanas.
O prazo legal é de 30 dias para a análise da documentação, mas os bombeiros querem evitar acúmulo de demanda por causa da repercussão da tragédia de Santa Maria e devem fazer a análise num prazo máximo entre 10 e 15 dias.
Nakamura aconselhou os donos de estabelecimentos com capacidade para mais de 150 pessoas e que ainda não possuem a documentação a encomendar o PSCIPs, que deve ser elaborado por um engenheiro civil. O Corpo de Bombeiros não soube informar quantos estabelecimentos funcionam de maneira irregular em Londrina. Entre janeiro e novembro do ano passado, 14 mil imóveis foram vistoriados na cidade. Não há dados específicos sobre casas noturnas.
Após a comoção nacional e as ordens do governador Beto Richa (PSDB) e do prefeito Alexandre Kireff (PSD), o 3º Grupamento deve priorizar a realização de vistorias na região que vai de Arapongas a Jacarezinho.
Em Londrina, a principal dificuldade, conforme o capitão, é a divergência entre os dados de quem é proprietário e de quem é o inquilino da casa noturna. Ele disse que já pediu apoio da prefeitura para enviar os dados cadastrais dos alvarás. A ideia é comparar as informações com o banco de dados dos bombeiros, o que facilitaria a fiscalização dos locais.
Mesmo sem contar com estatísticas de fácil acesso, os bombeiros já têm uma noção de quais deficiências na segurança são mais comuns em casas noturnas: a iluminação de emergência e a sinalização das rotas de fuga.
Nakamura também alerta sobre a falta de preparo de funcionários como outra grande deficiência da prevenção. Ele lembrou que empresas de vigilância oferecem cursos para a formação de brigadistas e que os bombeiros são autorizados a ministrar palestras sobre o assunto.

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