Redução do IOF deve constar de medidas para reduzir juros
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 13 (AE) - Há dois tipos de medidas que devem ser anunciadas amanhã (14) pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com o objetivo de reduzir as taxas de juros ao consumidor: aquelas de impacto imediato e outras de efeito no médio prazo. Uma redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por exemplo, vai automaticamente reduzir o valor das prestações. "Não se trata de um custo para o banco que acaba sendo transferido para a taxa", disse o diretor da Finamix, Mauro Wulkan.
Na prática, segundo ele, é um custo a mais. Outra medida com impacto direto na taxa seria a liberação da multa por atraso de pagamento, hoje tabelada em 2%. Multa por atraso de condomínio, por exemplo, é liberada, mas Wulkan não acredita que essa medida seja adotada pois desencadearia forte polêmica.
A redução no recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista teria um alcance limitado pois beneficiaria apenas os bancos com grandes redes de agências. De qualquer forma, não deixaria de ser benéfica. Mudanças na legislação para agilizar a cobrança bancária afetariam especialmente os financiamentos de veículos e o crédito imobiliário.
Já o impacto no crédito diretor ao consumidor (CDC) seria nulo porque as prestações desse tipo de financiamento são baixas
em média R$ 500,00. "Não compensa entrar com uma ação judicial para cobrar do consumidor", disse Wulkan.
De fato, além de medidas que levem a uma redução efetiva da taxa de juros cobrada do consumidor, executivos esperam do governo decisões que mudem a feição do mercado, hoje excessivamente regulamentado por meio de compulsórios, impostos, com elevado grau do direcionamento dos recursos.


