Curitiba - Requião não fixou uma data para decidir o possível fim do pedágio no Estado. Waldyr Pugliesi (PMDB) disse ontem que o governo ainda ''está conversando'' com os diretores das seis concessionárias que exploram o pedágio. Pelo menos por enquanto, o paranaense vai ter que continuar pagando as tarifas reajustadas em dezembro passado para trafegar pelos trechos concedidos à iniciativa privada.
O secretário disse que tem discutido a redução das tarifas com representantes das empresas que administram as estradas pedagiadas. ''Temos posições claramente conflitantes, mas estamos convencidos de que estamos com a razão'', declarou Pugliesi. Ele disse que a apresentação de alternativas não significa que o diálogo com as empresas esteja emperrado. Segundo o secretário, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) está ''analisando exaustivamente'' o que pode ser feito contra o pedágio no Estado.
João Chiminazzo, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), disse que ainda não houve uma reunião formal entre o governo e a entidade. ''Alguns presidentes de empresas já visitaram o secretário, é claro, mas ainda não houve um encontro oficial'', disse Chiminazzo.
Os preços maiores começaram a ser cobrados na madrugada do dia 22 de dezembro. O ex-governador Jaime Lerner (PFL) protestou, através de nota oficial, dizendo que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) não havia homologado os reajustes. Como as empresas não recuaram e continuaram a cobrança, o Palácio Iguaçu aplicou, no dia 26 de dezembro, uma multa de R$ 145.860,00 por dia a cada uma das seis concessionárias que administram as rodovias pedagiadas no Paraná. As empresas recorreram. A Justiça ainda não decidiu se as multas terão que ser pagas ou não.(M.D.)

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