Redução de juros ainda é insuficiente, diz empresário gaúcho
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segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 14 (AE) - O empresário Adelino Colombo, presidente da Lojas Colombo, maior rede de departamentos do Rio Grande do Sul, disse hoje que a atual rodada de redução nas taxas de juros no varejo ainda não é suficiente para estimular o consumo. "Ainda está alto; temos que chegar a uns 3% para ficar num bom nível", comentou. No início do mês passado a empresa, com 252 lojas especializadas em eletrodomésticos e eletroeletrônicos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e interior de São Paulo, já havia reduzido de 5,5% para 4,3% o juro cobrado no crediário. De acordo com o empresário, uma queda para 3% depende da retração da taxa básica Selic, hoje em 19,5% ao ano, para 12% a 15%.
Desde que o Banco Central decidiu, ainda este mês, diminuir o compulsório sobre os depósitos à vista e a prazo no sistema financeiro, bancos e empresas varejistas começaram a anunciar cortes nas taxas cobradas de seus clientes. Os patamares de redução, entretanto, ainda são muito pequenos e têm pouca influência sobre os valores das prestações pagas pelos consumidores, opinou Colombo.
Colombo explicou que os clientes estão cautelosos devido ao custo dos financiamentos e ao medo do desemprego. Segundo ele
as vendas de janeiro a agosto caíram 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo assim, Colombo acredita numa recuperação no último quadrimestre e estima um faturamento de R$ 600 milhões em 1998, 2,4% acima do exercício anterior. A inadimplência está sob controle, informou, permanecendo abaixo de 2% dos negócios a prazo, que por sua vez representam 70% das vendas totais da empresa.
Expansão - O presidente da Lojas Colombo reiterou ainda que pretende encerrar este ano com dez lojas no interior de São Paulo. Em agosto foram abertas as primeiras unidades, em Itapeva e Registro. Para o mês que vem estão programadas inaugurações em Santa Cruz de Rio Pardo e outra em Registro. Essas unidades serão atendidas pelo centro de distribuição de Londrina (PR), um dos cinco da rede na região Sul. Os planos da empresa para o mercado paulista, entretanto, vão mais longe. Adelino Colombo pretende chegar a pelo menos 50 lojas no Estado nos próximos anos e para isto está se preparando há algum tempo para abrir seu capital como forma de obter financiamento para a expansão. No início deste ano o empresário havia informado que pensava em buscar cerca de R$ 40 milhões no mercado por intermédio de lançamento de ações ou debêntures no mercado.


