Redução de impacto depende de investimentos
Londrina A preocupação com a questão ambiental e os seus desafios é um assunto cada vez mais debatido na sociedade. Porém, as alternativas para a diminuição dos impactos ambientais depende de mudança de comportamento e de investimentos.
"Existem diversas tecnologias à disposição que diminuem a emissão de partículas poluentes na atmosfera. Mas é difícil as pessoas comprarem a ideia. Elas, muitas vezes, seguem adquirindo produtos poluentes. Os nossos gestores se preocupam muito mais com a redução de custos do que em contribuir com o meio ambiente", frisou o biólogo Pedro Jardim, professor de Gestão Ambiental da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
Para Jardim, apesar da pressão popular por soluções para os problemas ambientais, faltam políticas públicas efetivas e mais rigor na fiscalização. "Precisamos de leis que exijam a redução da poluição e que isso faça parte dos planos diretores dos municípios. É necessário expor os problemas para poder se buscar as soluções", ressaltou. Ele cita como exemplo o uso de dispositivos de controle de emissão de fumaça em caminhões, que hoje não é muito difundido.
Quem convive com a poluição no dia a dia sente os efeitos na pele. "No fim do dia eu percebo muita fuligem que sai dos veículos nos braços e no pescoço. Apesar da viseira do capacete, a gente inala muita fumaça e constantemente os olhos ardem", contou Edson Severo da Silva, de 51 anos, que trabalha há 18 como mototaxista. Já Ademílson Domingues da Silva, de 35, admite que é impossível fugir da poluição trabalhando no centro de Londrina. "O volume de carros é muito grande e os maiores poluentes são realmente os ônibus e caminhões. A gente fica preocupado de no futuro ter algum problema de saúde relacionado a isso", relatou o mototaxista.(L.F.C.)





