São Paulo, 16 (AE) - Dos seis estados que reduziram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os carros, cinco registraram aumento de vendas no varejo em abril, alguns deles em índices superiores à média dos demais. Em Tocantins, as vendas cresceram 35% em relação a março e, em Goiás, 26%. Em São Paulo o aumento foi de 16%, enquanto Santa Catarina e Mato Grosso tiveram resultados 9% melhores.
A única exceção foi o Espírito Santo, que reduziu a alíquota do ICMS de 12% para 9% como os demais, mas cujas vendas caíram 1%.
Os secretários de Fazenda dos estados garantem que a arrecadação também aumentou, mas, até o momento, nenhum deles apresentou números oficiais. Na maioria, a redução entrou em vigor em meados de março.
Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de automóveis - principal segmento beneficiado pela redução dos impostos - cresceram 9,7% em abril, com 115.968 unidades comercializadas em todo o País ante as 105.723 do mês anterior.
Em Minas Gerais, primeiro estado a declarar-se contrário à redução, as vendas tiveram desempenho só 0,81% melhor do que em março. Segundo a Secretaria da Fazenda local, Minas deixou de arrecadar R$ 6 milhões nos dois meses de vigência do acordo.
Com boas chances de que o acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros seja renovado com o governo federal, mesmo que em bases diferentes das atuais, representantes das montadoras estão se reunindo com vários governadores para convencê-los da necessidade de também reduzirem o ICMS.
As visitas também servem para apresentar o projeto de renovação da frota de veículos velhos, em discussão entre governo, empresários e trabalhadores.
O primeiro governador a receber a direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foi Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro. Ele afirmou ao presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto que, se o acordo do IPI for renovado, o Rio, desta vez, vai reduzir o ICMS.
Segundo Garotinho, a arrecadação de ICMS nas vendas de carros caiu cerca de 30% no mês passado, embora a arrecadação total tenha apresentado uma elevação de 22%.
O Paraná, que chegou a criar barreiras fiscais para impedir que consumidores locais comprassem carros nos Estados vizinhos, registrou um acréscimo de 0,7% em suas vendas. A arrecadação, por outro lado, teve um crescimento de 33%, segundo a Secretaria da Fazenda do Paraná.
O Conselho de Política Fazendária (Confaz) só recebeu comunicados oficias da redução do ICMS dos governadores de São Paulo e Goiás. As reduções no Espírito Santo e Santa Catarina foram confirmadas pelas respectivas secretarias da Fazenda e no Mato Grosso pela Fenabrave.

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