'Redução de de leitos é só um sintoma'
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quinta-feira, 12 de julho de 2018
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O presidente do Sindmed (Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná), Alberto Toshio Oba, não há atratividade por parte da iniciativa privada ou mesmo de hospitais filantrópicos para antem der pacientes pelo SUS. "Infelizmente os custos da saúde só tem aumentado. Há a inflação médica, aumento de custos de exames, de procedimentos e dos custos de tratamento, já que a tecnologia melhora, mas ao mesmo tempo não há um aumento do financiamento na mesma proporção", apontou.
Oba aponta que a Constituição estabelece que o sistema público de saúde do País é universal, integral, descentralizado e hierarquizado. "Nenhum país do mundo consegue fazer isso. Nem a Inglaterra que optou por um sistema de saúde socializado denominado Welfare State (Estado do Bem-Estar, que garante padrões mínimos a todos os cidadãos)", apontou.
"Se o SUS focasse na prevenção e atendimento básico não estaríamos com problemas nos prontos atendimentos. Os pacientes vão lá porque não conseguem atendimento na unidade básica. Se o paciente tratar antes que fique grave, gasta menos. Pelo SUS, os gastos são cada vez maiores. É complexa essa situação. Eu não sei onde vamos parar", desabafou.
Segundo Oba, é preciso criar um debate com toda a sociedade, envolvendo médicos, gestores e a população para estabelecer o que o SUS pode atender. "Tem que priorizar a prevenção e a atenção básica. Temos um grave problema. Todo o dinheiro arrecadado vai para a União, que distribui entre os entes de uma maneira não muito proporcional. Quando se concentra o dinheiro em um lugar dá vazão para corrupção e a população não tem como controlar essa situação. Isso gera desperdício de recursos. Esse dinheiro seria melhor gerido se ficasse localmente."
"A diminuição de leitos do SUS ocorre principalmente nas áreas de psiquiatria e obstetrícia, mas a população não está crescendo como antes. Não está afetando nessas áreas, mas com certeza faltam leitos para internação geral. Mas não acho que esse seja o problema. O problema é muito maior. A diminuição de leitos é só um sintoma", analisou.(V.O)


