Redução de crimes cometidos por jovens depende da família
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Londrina - Preparar a família para que esta eduque adequadamente os filhos e assim prevenir as infrações cometidas por adolescentes. Esse foi o dignóstico levantado pelo Fórum Desenvolve Londrina em 2011, apresentado ontem. O grupo é formado por representantes de 36 entidades e tem como objetivo preparar a cidade para seu centenário, que será comemorado em 2034, desenvolvendo o equilíbrio econômico, social, cultural e ambiental.
O estudo ''O adolescente em conflito com a lei - prevenção, ressocialização, medidas socioeducativas'' foi realizado durante todo o ano e traçou o perfil do jovem infrator e os motivos pelos quais ele cometem infrações. Traz também sugestões para tentar reverter a situação. Para isso, diversos participantes como promotores, delegados, membros de instituições religiosas e de ensino levaram suas experiências para o Fórum.
''Um dos nossos objetivos é acabar com alguns equívocos, como o de que o Estatuto da Criança e do Adolescente só dá direitos. Precisamos repensar como reduzir o crescimento da violência. Para isso, a questão principal é a família'', destaca o presidente do Fórum, Clóvis Coelho.
Na opinião dele, muitas famílias estão terceirizando a educação dos filhos para a escola, que por sua vez repassa essa obrigação para o Estado, na figura de juízes e promotores. ''A educação é o principal, mas falta tudo para essas crianças e adolescentes. Talvez o poder público esteja fazendo sua parte, mas não como deveria. Por outro lado, a população deve cobrar e também participar. A família deve dar limites e não deixar isso para a escola'', insiste.
Cláudio Tedeschi, integrante do Fórum, ressalta que não é só a questão material que faz com que adolescentes cometam infrações, mas também a falta de valores. ''Temos países mais pobres, onde o índice de violência é bem menor.''
Além da educação, diversos outros fatores foram elencados para ajudar a resolver o problema. Políticas públicas, gestão integrada de órgãos de apoio a criança e ao adolescente, prevenção às drogas, punições exemplares, mudanças na legislação e criação de oportunidades e vagas de trabalho são alguns deles.
O estudo também traz um modelo de ação desenvolvido em Sorocaba, no interior paulista. De acordo com Coelho, a cidade foi escolhida por ter um número de habitantes parecido com Londrina e por ter apresentado resultados significativos em curto espaço de tempo. ''Várias secretarias trabalham em conjunto e o foco são as comunidades mais carentes. Assim, se uma nova biblioteca for instalada, será no lugar onde não haja nenhuma'', exemplifica.



