Redução da gordura depende de nutrientes
Para a redução da circunferência abdominal não basta somente ''fechar a boca'' e fazer atividade física. O alerta é da nutricionista Kátia Tieme Tookuni, professora da Unopar. Segundo ela, a queima de gordura é uma reação química que depende de uma série de nutrientes. ''Fechar a boca simplesmente pode agravar essa deficiência de nutrientes importantíssimos para a oxidação (ou queima) de gordura'', alerta.
A nutricionista explica que cada indivíduo tem necessidades diferentes de nutrientes de acordo com alguns fatores, como metabolismo, atividades do dia-a-dia, estresse e horas de sono. ''Se a pessoa está acumulando gordura na região abdominal pode ser por diferentes motivos, que devem ser avaliados''. Entre esses fatores podem estar baixa tolerância a algum alimento e deficiência de nutrientes importantes para a queima de gordura, entre eles carboidrato e gorduras boas.
''O carboidrato é importantíssimo para a oxidação de gorduras'', afirma. Mas devem ser utilizados os carboidratos integrais, como o arroz e o pão integral, a aveia e a granola.
A ingestão de gorduras boas, como o azeite e as castanhas, também é importante. O organismo utiliza a gordura para formar hormônios, neurotransmissores e para reduzir processos inflamatórios. ''Devemos encarar a obesidade como um processo inflamatório, já que o indivíduo obeso produz uma série de citocinas inflamatórias que aumentam a resistência para o emagrecimento e perda de gordura'', explica.
Outro nutriente importante na perda de gordura é o ômega-3, gordura poliinsaturada encontrada na semente de linhaça e em peixes de água gelada como o salmão, atum, arenque e sardinha. ''A inclusão desses alimentos é recomendada, mas a suplementação do ômega-3 deve ser orientada por nutricionista ou médico'', avalia. O abacate também tem o ômega-9, ômega-7 e o beta-sitosterol que auxiliam na perda de gordura abdominal.
Outro fator que deve ser investigado é a má absorção de nutrientes, causada por alimentos que podem agredir a mucosa intestinal, como excesso de farinha branca, gordura, refrigerantes, cafeína, açúcar e alimentos industrializados (ricos em aditivos químicos).
A nutricionista ressalta ainda que pular refeições não ajuda no emagrecimento. ''Quando a pessoa fica mais de três horas sem comer provoca o aumento do cortisol no organismo. Esse cortisol mais elevado aumenta o risco de deposição de gordura na região abdominal e perda de massa muscular''. A alimentação deve ser feita de duas em duas horas ou no máximo de três em três horas, com alimentos ricos em nutrientes, como frutas frescas e secas, sucos e granola.





