Londrina - A chefia do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina informou ontem que pretende reduzir o tempo que os corpos ficam na unidade em decorrência de problemas no funcionamento da câmara fria.
Segundo a chefe administrativa, Cristiane Ferreira de Souza, hoje, até a inumação (sepultamento como indigente), o corpo permanece sob refrigeração por 30 dias. ''Os técnicos disseram que não é possível melhorar mais o desempenho do equipamento somente com a manutenção'', explicou.
A temperatura mínima que o refrigerador atinge, segundo Cristiane, é 5 graus Celsius, sete a mais que o recomendado por especialistas. A solução paliativa para o problema será pedir autorização judicial para fazer a inumação com um prazo bem menor. ''Vamos fazer frequentemente a avaliação da condição dos corpos e se percebermos que há sinais de decomposição vamos recorrer à Justiça imediatamente para removê-los o mais rápido possível'', informou.
O problema de funcionamento da câmara fria, surgido há duas semanas, se soma aos outros apontados pelo relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE): falta de pessoal e de climatização na área de atendimento ao público. Mas há outros problemas percebidos até pelos mais desavisados. O forro está danificado em vários pontos, deixando o telhado do prédio à vista. E o mobiliário é muito antigo - quase todas as cadeiras estão com o estofamento rasgado. No ambulatório, onde os usuários aguardam para fazer exames a temperatura no verão alcança 45 graus, segundo os funcionários. A aquisição de um aparelho de ar-condicionado aguarda aprovação em Curitiba.
Cristiane, que ocupa o cargo há 11 meses, disse que houve avanços neste período. A frota que serve o instituto foi renovada com três picapes novas. Também houve a contratação de quatro funcionários. As equipes de plantão passaram a ter três integrantes (antes eram dois).
O barracão na Rua Araçatuba, no Parque Alvorada (Zona Oeste), imóvel alugado pelo governo estadual há oito anos, atende 36 municípios da região. Em média, ingressam 80 corpos por mês na unidade. Também faz parte da demanda do instituto uma média de 30 exames por dia. No local, trabalham 36 funcionários.

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