Redução da carga horária preocupa pais
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Escola Especial Santa Rita, mantida pela Associação de Pais e Amigos de Excepcionais de Londrina (Apae Londrina), está reduzindo a carga horária dos profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia e de terapia ocupacional. Pais de alunos têm manifestado preocupação em relação ao futuro da educação de seus filhos.
A auxiliar de enfermagem Lúcia Helena Ferreira, mãe de Douglas, de 17 anos, relata que seu filho, que fazia fisioterapia duas vezes por semana, agora só é atendido uma vez. ''Além disso meu filho não tem feito mais terapia ocupacional'', aponta Lúcia. Ela conta que seu filho tem atrofia cerebral e quanto menos fisioterapia ele fizer, mais rápido sofrerá com a atrofia dos membros.
A Apae expica que a redução da carga horária dos funcionários aconteceu por falta de dinheiro. ''Nós temos um deficit mensal de R$ 19 mil a R$ 20 mil e não temos condições de manter todo esse corpo clínico'', revela Antônio Zago, um dos interventores da Federação das Apaes do Paraná.
Segundo ele, a Apae precisaria demitir mais funcionários. ''Demitimos dois funcionários e vamos demitir mais porque mesmo demitindo oito pessoas nosso déficit ficará em R$ 6 mil'', calcula.
Sobre a redução das sessões, ele afirma que o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) para a instituição foi reduzido. ''Eles repassavam R$ 15,96 por cada procedimento e agora eles pagam R$ 15,26 para sessões de reabilitação e R$ 6,26 para sessões de acompanhamento'', acrescenta o interventor.
A reportagem da FOLHA procurou representantes da prefeitura para falar sobre o assunto, pois são eles que realizam o repasse. Nenhum responsável estava disponível para prestar informações.
Segundo Conceição Fontes, do Departamento de Educação Especial da Secretaria Estadual de Educação, os recursos para as Apaes são exclusivamente para a área educacional. ''A parte de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicoterapia e terapia ocupacional é de responsabilidade da entidade mantenedora'', diz.
A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que verificará se houve redução da verba destinada a Apae de Londrina. O diretor e conselheiro da Federação das Apaes do Paraná, Antônio Zanin, conta que a intervenção na Apae Londrina há cinco meses foi necessária porque a instituição apresentava uma ''série de problemas'', como as contas atrasadas, mas que agora está sendo normalizado.


