São Paulo, 04 (AE) - As redes flutuantes de contenção de lixo da Empresa Metropolitana de Energia (Emae) na Usina Elevatória de Traição, no Rio Pinheiros, amanheceram hoje repletas de sujeira.
O acúmulo de detritos no local costuma ocorrer nos períodos de chuva forte ou quando os níveis de poluição no rio ultrapassam aqueles considerados normais pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
O objetivo das redes de contenção de lixo é evitar que os detritos entrem no equipamento da usina. Depois de retirado pelos funcionários da Emae, o lixo é encaminhado para os aterros sanitários da Prefeitura.
A Constituição Estadual de 1989 proibiu o bombeamento da água contaminada do Rio Pinheiros para a Represa Billings, com o intuito de permitir que, no futuro, a água armazenada na represa possa ser usada para abastecimento em larga escala na região metropolitana de São Paulo.
Amanhã (05), apenas uma parte da região metropolitana recebe água do braço Rio Grande da represa, porção de 150 milhões de metros cúbicos separada dos demais 1 bilhão de metros cúbicos da represa.
O bombeamento da água do Rio Pinheiros para a Represa Billings só é permitido hoje em casos excepcionais: quando a previsão de vazão do Rio Tietê em sua confluência com o Rio Pinheiros é superior a 160 metros cúbicos por segundo ou quando há uma sobrelevação do nível da água superior a 30 metros naquele ponto. Essas situações costumam ocorrer nas épocas de chuva, quando há riscos de cheias.

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