Rede TV! não apresenta PDV a funcionários
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 05 (AE) - A Rede TV! não apresentou hoje o Programa de Demissão Voluntária (PDV) aos antigos funcionários da antiga TV Manchete, conforme havia anunciado, na semana passada, aos sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas do Rio. Pela proposta, cada empregado receberá o 50% do salário por ano trabalhado, desde que reununcie aos Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a que tem direito. A direção da emissora não se manifestou sobre o assunto.
A informação é do vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, Alberto Jacó Júnior, que a recebeu do advogado da TV Ímega, Nestor Saragiotto, em reunião na semana passada. Jacó Júnior explicou que os sindicatos vão aconselhar os funcionários a não aceitarem o PDV porque significa uma redução de 50% nos valores a que eles têm direito. "Se o FGTS dá ao empregado um salário por ano, é melhor ser mandado embora e receber integral, mais os 40% de multa, que ficar só com a metade disso", ressaltou o vice-presidente.
Jacó Júnior contou ter recebido de Saragiotto a informação de que o proprietário da Rede TV! Amilcare Dallewo Jr. ia tentar junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) um empréstimo com taxas abaixo do mercado nacional para pagar o PDV. "Ele pediu o apoio dos sindicatos, mas é claro que não queremos que o BNDES empreste dinheiro para acabar com postos de trabalho", disse Jacó. Há cerca de um mês, Amilcare Dallewo negou a pretensão de recorrer ao BNDES, mas afirmou que buscava recursos junto aos bancos comerciais para resolver, de vez, a questão dos empregados da TV Manchete.
Bloch Editores- O juiz substituto da 5ª Vara de Falências e Concordatas, Luiz Felipe Salomão, deu prazo até o dia 20 deste mês para a Bloch Editores apresentar documentos complementares ao pedido de concordata preventiva feito pela empresa há duas semanas. "São certidões da empresa e de seus proprietários para complemento de informações", explicou o advogado Alfredo Bumachar, que entrou com o pedido na Justiça. "Até lá, não haverá decisão sobre a concordata."


