Rede nacional vai monitorar qualidade da água
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sexta-feira, 21 de março de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em tempos de racionamento de água e escassez de chuvas, o uso consciente desse recurso natural é tema constante na mídia e no dia a dia dos brasileiros. Medidas para evitar o desperdício, no entanto, não são o único debate importante quando o assunto é a possibilidade de falta de água nas torneiras. A preservação das bacias hidrográficas e mananciais também é um tema relevante.
Com a proposta de padronizar os processos de acompanhamento da qualidade dos rios brasileiros, a Agência Nacional das Águas (ANA) lançou nesta semana, em Brasília, a Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade das Águas (RNQA). A data é simbólica, uma vez que hoje é celebrado o Dia Mundial da Água.
Na prática, a rede vai monitorar, avaliar e disponibilizar informações sobre a qualidade das águas para subsidiar a gestão dos recursos hídricos. Além disso, segundo Renata Bley, especialista em Recursos Hídricos da ANA, a RNQA também tem o objetivo de identificar áreas críticas em termos de poluição hídrica e de apoiar ações de planejamento, outorga, licenciamento e fiscalização das águas.
De acordo com Renata, atualmente 15 Estados e o Distrito Federal já operam redes de monitoramento de qualidade de água, mas elas ainda não são padronizadas. A proposta é padronizar os dados coletados e a análise laboratorial para que seja possível comparar as informações de cada unidade da Federação.
Os dados sobre as bacias hidrográficas serão obtidos por meio de medidores acústicos de vazão (para calcular carga de determinado poluente ou substância num manancial) e sondas de medição da qualidade de água.
Durante solenidade na última quinta-feira, representantes do Paraná, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal, assinaram uma carta de compromisso para implementação da rede. "É extremamente importante termos um acompanhamento dos recursos hídricos do País. Entre os pontos principais está a possibilidade de identificar pontos críticos de poluição e, a partir disso, compartilhar informações para que políticas públicas para solucionar o problema sejam desenvolvidas", ressaltou Renata.
A meta é que até dezembro de 2020 todos os Estados e o DF contem com um total de 4.452 pontos de monitoramento.
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