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Rede municipal retoma aulas com ensino híbrido

Retorno dos alunos é facultativo e ocorre a partir de segunda-feira (2)

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

A Prefeitura de Londrina apresentou na noite desta segunda-feira (26) o cronograma da retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino. Conforme outros municípios do estado já vinham anunciando, o retorno gradual com 50% da capacidade das salas de aula terá início na próxima segunda-feira (2) de forma facultativa. Os primeiros a retornarem serão os estudantes das turmas de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, e da EJA (Educação de Jovens e Adultos). O objetivo é avançar com o retorno dos mais jovens a cada 14 dias, a partir de análises do possível aumento no número de casos da Covid-19 na cidade. 


 

Anúncio foi feito pelo prefeito e os secretários Maria Tereza e Felippe Machado
Anúncio foi feito pelo prefeito e os secretários Maria Tereza e Felippe Machado | Emerson Dias/N.Com
 


Com a apresentação do plano, a Prefeitura de Londrina atende à principal demanda das famílias desde o início da pandemia da Covid-19, além de arrefecer os ânimos com o Ministério Público do Paraná, que já apresentou à Justiça duas solicitações para o retorno no modelo híbrido. Além disso, Londrina passa a fazer parte da lista de maiores municípios do Paraná que já anunciaram o retorno das aulas presenciais em suas redes de Educação. A Prefeitura de Maringá já havia anunciado que as aulas retornarão ainda nesta quarta-feira (28). Enquanto isso, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu retomaram as atividades em abril, maio e junho, respectivamente. 


De acordo com o município de Londrina, o retorno foi pensado de modo que cada turma fosse "dividida" em dois grupos. Enquanto um grupo poderá assistir às aulas nas escolas, o outro segue no modelo remoto. "Haverá um aluno para o presencial e um para o remoto. O professor do presencial acompanha todas as atividades no presencial e o do remoto também. E temos ainda os alunos que ficarão 100% no remoto. Eu digo que dobramos o número de turmas com muito planejamento e organização dos professores", explicou a secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes. 


A retomada deverá observar regras básicas, como o uso de máscaras e álcool em gel, aferição de temperatura e o uso da proteção de acrílico (Face Shield) pelos professores. Os alunos também receberão as refeições de forma individualizada e serão orientados e não compartilharem objetos. Além das regras gerais, cada escola terá um plano de retomada próprio que levará em consideração o acesso dos alunos nas unidades e outras caraterísticas estruturais das escolas.


"O máximo serão 15 ou 16 crianças por sala considerando o distanciamento de 1,5 m, por isso que cada escola fez o seu Plano de Biossegurança. Neste momento, temos como entender quantas crianças cabem em cada escola, não é o mesmo número. Temos prédios diferentes, escolas pequenas com 100 alunos e escolas com 800. Temos entradas às 7h, 7h15 e 7h30", explicou Moraes.  


O cronograma prevê a ampliação do retorno para as turmas a partir do 2º ano do Ensino Fundamental no dia 16 de agosto. Já na semana seguinte, será avaliada a possibilidade de ampliação os estudantes do P4, que têm entre quatro e sete anos. Este é o maior grupo de alunos em Londrina, com cerca de 7,5 mil. Se o cronograma for cumprido, 100% da rede municipal de Educação poderá retornar às salas de aulas no dia 30 de agosto.  


Questionada, a secretária também explicou que as aulas de Educação Física também poderão ser realizadas, mas com a preferência por atividades individuais. Ela também garantiu que a reorganização do organograma da Secretaria Municipal de Educação prevê o cumprimento da legislação e a aplicação da hora-atividade dos docentes, ou seja, o período utilizado para a preparação das aulas. 


A comunidade escolar de Londrina compreende quase 50 mil pessoas. Professores com comorbidades retornarão às salas de aulas somente 30 dias após a completa imunização contra a Covid.  


O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, avaliou que o avanço na vacinação na cidade, especialmente entre os idosos, muitas vezes os responsáveis por tomarem conta das crianças desde o início da pandemia, foi um fator que assegurou o retorno. 


"Temos uma parceria muito próxima entre a Saúde e a Educação, o que vai facilitar o monitoramento de qualquer eventual caso, mas o mais importante é que o momento epidemiológico nos permite vir aqui e anunciar este retorno às aulas", garantiu Machado.

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