Curitiba - A Secretaria de Saúde de Curitiba estima que mais de 50% da população de diabéticos da Capital são atendidos pelos programas da rede municipal. Segundo a responsável pela Coordenação da Saúde do Adulto, onde está inserido o programa de diabetes, Ana Maria Cavalcanti, são perto de 30 mil pacientes inscritos, dos quais calcula-se que 28 mil tenham o tipo 2 da doença.
Ana Maria explica que, além do acompanhamento clínico, com consultas planejadas e exames periódicos, o programa de diabetes reforça as orientações sobre medidas de prevenção. Para a médica, o acompanhamento dos hábitos alimentares e o estímulo à atividade física -para quem já tem o diagnóstico da doença- são tão importantes quanto o controle glicêmico. As unidades de saúde organizam grupos, que se reúnem, periodicamente, para repassar as noções básicas de educação em saúde e em algumas delas há, inclusive, grupos de caminhada.
O médico da Unidade de Saúde Vila Leonice, Plínio Bezerra de Almeida Júnior, contou que já atendeu casos de complicações sérias de pacientes que descuidaram do controle glicêmico. Em geral, são situações de displicência com os medicamentos e alimentação. Segundo ele, um deles chegou na unidade com um dos pés gangrenados e estava com taxa de glicemia bastante elevada. Mas, felizmente, são casos isolados. A maioria dos pacientes, acrescentou o médico, tem quadro de hipertensão associado ao diabetes.
Esse é o caso do pedreiro José Vieira Maciel Sobrinho, 43 anos, que descobriu o diabetes (tipo 2) há 17 anos e, desde então, controla com medicamentos, também, a pressão arterial. Ele conta que há mais de três anos é acompanhado pelos profissionais de saúde da unidade da Vila Leonice. Os últimos exames, realizados há dois meses, não apontaram nenhuma irregularidade mais séria, mas que já aconteceu de ficar internado três vezes em um único mês. Segundo ele, a taxa de glicose baixou demais e foi preciso reduzir a dosagem de insulina, que usa desde o início do tratamento.
Maciel garante que é rigoroso com a dieta alimentar, mas se confessa ''preguiçoso'' para atividades físicas. ''Quando estou trabalhando, eu me sinto melhor e é quando faço algum exercício'', afirmou.
A dona de casa Nerli Alves de Faria, 44 anos, também diabética do tipo 2, admite que não se preocupa nem com a dieta e nem em se exercitar, mesmo sabendo dos riscos que esses descuidos podem acarretar a sua saúde. Os últimos exames que fez já mostraram complicações nos rins, mas ela alega ter dificuldade em manter uma alimentação balanceada. Nerli controla a glicemia com insulina e medicamentos orais.(A.L.)

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