Madri - A polícia desarticulou uma organização que se dedicava a introduzir ilegalmente na Espanha cidadãos latino-americanos, aos quais prometia contratos de trabalho. Na operação, foram detidos dois espanhóis: Francisco José A.S. e Maria Dolores C.P., donos de várias empresas da construção que se encarregavam de empregar ilegalmente os imigrantes. Um dos principais responsáveis pela rede e sócio dos detidos, o brasileiro Lupércio Luiz M.S., está em paradeiro desconhecido.
A rede prometia às vítimas um trabalho e uma licença de residência em território espanhol, em troca dos quais lhes cobrava entre 3.500 e 4.000 dólares.
A operação contra esta organização começou em fevereiro, quando três brasileiros denunciaram à polícia espanhola que em seu país mantiveram contato com Lupércio Luiz, que os orientou sobre o que precisavam fazer.
Em outubro de 2000, os três denunciantes chegaram à Espanha junto com um grupo de imigrantes, sendo distribuídos em diferentes pousadas, nas quais chegaram a viver amontoados até 20 pessoas por quarto e pagando eles mesmos pela hospedagem. Além disso, os imigrantes, dos quais se retinha o passaporte, eram obrigados a trabalhar sem receber os salários acertados e sem nenhuma licença de trabalho nem de residência.

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