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Rede de supermercados admite surto de Covid-19 entre seus funcionários

Medida foi tomada após MPPR e MPT expedirem recomendação administrativa

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

 

Rede de supermercados admite surto de Covid-19 entre seus funcionários
iStock
 

Uma rede de supermercados com filiais em Londrina voltou atrás e admitiu a ocorrência de um surto de Covid-19 entre seus funcionários. O surto da doença já havia sido confirmado pela Vigilância Sanitária. No entanto, a medida somente foi tomada depois que o Ministério Público do Trabalho e a 24ª Promotoria de Justiça de Londrina expediram uma recomendação administrativa solicitando a correção do conteúdo de uma nota publicada pelo departamento de comunicação do grupo econômico. Após ter sido questionada, a rede de supermercados emitiu nota de repúdio em que considerava a divulgação do episódio como "fake news". O MP não divulgou o nome da rede de supermercados. 


De acordo com o Ministério Público do Paraná, 35 funcionários foram afastados após terem apresentado sintomas da Covid-19. Destes, 15 tiveram o diagnóstico confirmado. Enquanto 10 trabalhadores tiveram o exame descartado, sete ainda aguardavam os resultados no momento em que a rede de supermercados negou o surto. Outros três funcionários também aguardavam exames uma vez que estavam relacionados a familiares diagnosticados com a doença. Ainda segundo o MPPR, o grupo informou que seis destes casos foram confirmados na primeira quinzena de março, sendo que outros nove tiveram a confirmação entre os dias 18 e 26 do mesmo mês. 


Para expedir a recomendação administrativa, as promotorias levaram em consideração a Nota Orientativa 55/2021, da Vigilância Sanitária de Londrina, que preconiza que surtos de Covid-19 ocorrem mediante a confirmação de pelo menos três casos confirmados em tempo real, ou seja, "em menos de 14 dias entre eles", definiu o órgão. 


"O esclarecimento à população e o teor da recomendação devem ser publicados no site e nas redes sociais oficiais do supermercado, sendo que o descumprimento poderá resultar na propositura de ação civil pública e instauração de inquérito policial, bem como em outras medidas correspondentes", afirmou o MPPR. 

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