Rede de hospitais faz campanha de prevenção de acidente em mergulho
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sexta-feira, 10 de dezembro de 1999
Por Chico Araújo, especial para a AE 
Brasília, 10 (AE) - Pesquisa feita pela rede de hospitais Sarah, em Brasília e Salvador, entre dezembro de 1998 e fevereiro deste ano, mostra que 90% das pessoas acidentadas durante mergulho ficaram tetraplégicas - paralisadas do pescoço para baixo. Foram considerados na pesquisa os 457 pacientes atendidos. A rede lança no início do próximo ano uma campanha nacional de prevenção deste tipo de acidente - uma das causas mais frequentes de lesão medular. Quase a metade dos pacientes atendidos tinham idade entre 10 e 29 anos. A campanha será feita inicialmente em Brasília, Salvador, São Luís, Belo Horizonte e Fortaleza, onde a rede mantém hospitais.
A campanha prevê anúncios em rádios e distribuição de folders em clubes, hotéis-fazenda, além de palestras em escolas e cachoeiras, e locais de grande concentração de banhistas nas cidades onde a rede possui hospitais. A intenção da rede é alertar as pessoar sobre os riscos do mergulho em locais inadequados. As lesões medulares decorrentes de acidentes provocam paraplegia ou tretraplegia.
Recomendações - Nos acidentes durante mergulho em que há lesão medular ocorre a interrupção da comunicação entre o cérebro e as outras partes do corpo. E a pessoa terá comprometidas as regiões do corpo abaixo do local onde a medula foi ferida. Quanto mais alto o local da lesão, mais partes do corpo serão afetadas.
Para não sofrer esse tipo de acidente, o banhista deve evitar saltos de pontes, árvores, barrancos ou pedras.As lesões medulares por mergulho acontecem geralmente quando as pessoas batem a cabeça no fundo do local - rios, lagos, cachoeiras, piscinas, entre outros - ou em algum obstáculo embaixo da água. Num primeiro impacto, o mergulhador pode quebrar uma ou mais vértebras do pescoço ou da coluna.
Entre as modalidades de mergulho, a "de ponta" é a mais perigosa. Nela, o banhista afunda rapidamente, e mesmo estando de braços estendidos ele não consegue evitar bater a cabeça. É que nesse tipo de mergulho os braços podem se abrir ou se dobrar quando a pessoa entrar na água, deixando a cabeça exposta.


