Londrina – Desde que se casou, há pouco mais de nove meses, a dona de casa Bruna Oliveira, de 18 anos, se mudou com o marido para os fundos do Jardim União da Vitória, na zona sul de Londrina. Além de não ter asfalto, a parte do bairro em que o casal vive também não possui rede de coleta nem tratamento de esgoto. Uma fossa séptica recolhe os dejetos da casa e é sinalizada no quintal, também sem pavimentação, por uma grande depressão no solo. "Não temos criança, mas quando outras pessoas vêm aqui avisamos que a fossa está ali, para não pisarem", conta Bruna. Nas redondezas, faltam bocas de lobo e tubulações sob as ruas. Quando chove, a água faz um caminho próprio entre as casas e a via, em meio à terra batida. Aos poucos, um odor diferente vai tomando conta do lugar. Segundo a Companhia de Saneamento do Paraná(Sanepar), 100% da água fornecida em Londrina é tratada. A rede de esgoto, no entanto, abrange ainda 90% do município. Obras orçadas em mais de R$ 50 milhões estão em curso para ampliar em 25% a capacidade das estações de tratamento das zonas sul e norte da cidade em 18 meses. (A.L.)

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