Rede cobra apoio à projeto ambiental
Agência Estado
osé Paulo Lacerda/Agência EstadoApeloFHC ao lado do presidente da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin (d), e demais representantes das ONGs, no Palácio do Planalto. As entidades entregaram carta ao presidente manifestando preocupação com a falta de ações do governo federal no controle à degradação e o desmatamento da áreaO presidente Fernando Henrique Cardoso apoiará o projeto de lei que delimita e protege o que restou da Mata Atlântica no Brasil, disseram ontem dirigentes de grupos ambientalistas que integram a Rede de Organizações Não-Governamentais (ONGs) da Mata Atlântica. Representantes de 130 entidades foram ao Palácio do Planalto cobrar do governo mais ação no combate ao desmatamento. Com dados apontando a devastação de meio milhão de hectares entre 1990 e 1995, querem que o Congresso vote até o final do semestre o projeto definindo a área considerada de Mata Atlântica no Brasil.
O presidente prometeu aos ambientalistas telefonar para os líderes dos partidos da base governista pedindo apoio para aprovação da proposta, em tramitação no Congresso há seis anos. A maior resistência é da bancada ruralista. De acordo com o artigo 225, parágrafo 4º da Constituição Federal, a Mata Atlântica é considerada patrimônio da humanidade. Com isso, toda área considerada de mata atlântica precisa ser preservada e conservada e o uso das terras para a agricultura é bastante restrito.
Na audiência, o presidente Fernando Henrique recebeu uma carta da Rede de ONGs da Mata Atlântica na qual os ambientalista manifestam preocupação com a falta de ações no controle à degradação e desmatamento da área e a falta de fiscalização por parte do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No último levantamento feito pela SOS Mata Atlântica, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Socioambiental, em nove estados, entre os anos de 1990 a 1995, houve aumento no desmatamento, totalizando a devastação de 5,76% do total da mata. O Estado de maior desmatamento nestes cinco anos foi o Rio de Janeiro (140 mil hectares).

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