Curitiba- Criar uma rede de economia solidária para pessoas que estão excluídas do mercado de trabalho. Esse é o ponto principal das discussões entre membros da Secretaria Nacional de Economia Solidária, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, e da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Promoção Social, que acontece desde ontem em Curitiba. A idéia é mostrar que com união é possível montar cooperativas de trabalho nas mais diversas áreas que incluam a todos e que a carteira assinada não é a única alternativa para quem está buscando se inserir no mercado formal.
''Estamos trocando idéias e experiências para criarmos e colocarmos em prática projetos conjuntos. A partir da economia solidária queremos encontrar uma nova saída para dar emprego às pessoas marginalizadas'', explicou o secretário de Estado de Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimermmann. Economia solidária é a união de um grupo de trabalhadores, que com o passar do tempo vai incluindo outras pessoas que queriam aprender um ofício. Depois de preparados, os trabalhadores que quiserem podem encarar o mercado sozinhos. ''Não há competitividade, mas sim colaboração. As portas das cooperativas devem estar sempre abertas'', afirmou o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer.
A idéia da secretaria estadual é colocar em prática os projetos em parceria com os municípios e com a comunidade e contar com a ajuda do governo federal. A Secretaria Nacional de Economia Solidária possui, para 2004, um orçamento de R$ 29 milhões. Um exemplo entre os projetos que estão sendo discutidos entre o governo federal e estadual é a criação de cooperativas para as famílias que vivem de recolher lixo reciclável em Londrina, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa. O primeiro passo é orientar esses trabalhadores como proceder desde a coleta até a comercialização. ''Queremos gerar desenvolvimento que inclua. Os catadores de papel são, por muitos, considerados o lixo da sociedade, mas mesmo assim ainda estão em um ramo competitivo e que pode ter trabalho organizado'', afirmou Singer.
Singer contou também que a secretaria pretende apresentar ao governo federal um projeto de lei que facilite e até ajude os trabalhadores que desejam assumir a massa falida da empresa onde trabalhavam. ''Não temos política nacional que ajude os trabalhadores a recuperar a empresa onde estavam empregados e quando a corporção vai a falencia todos acabam desempregados. O governo pode dar ajuda financeira, fiscal e logística'', finalizou.

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