Brasília - O Ministério da Educação (MEC) divulgou ontem o calendário para inscrição e aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. A prova ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro. As inscrições estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira e seguem até 15 de junho. O edital com as novas regras do exame será divulgado hoje no ''Diário Oficial da União''. O gabarito da prova será divulgado no dia 7 de novembro e o resultado em 28 de dezembro. A prova será aplicada em 140 mil salas de aula.
A redação dos estudantes inscritos no Enem deste ano será submetida a um novo sistema de correção. A intenção é aumentar o rigor na avaliação dos textos e, assim, evitar pedidos de revisão da nota.
No ano passado, o Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pelo Enem, recebeu cerca de 120 pedidos judiciais de candidatos que, insatisfeitos com a nota obtida na redação, quiseram ter acesso à correção do texto.
Com as mudanças, uma única redação poderá passar por análise de até seis corretores - hoje, o texto é corrigido por até três profissionais. ''Estamos bastante preparados para enfrentar esse grande desafio que é fazer o Enem cada vez mais aperfeiçoado, mais seguro, e que dê tranquilidade para as famílias e jovens que vão participar desse processo'', afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Na edição de 2012, o texto que apresentar uma diferença de 200 pontos entre as notas dadas por dois corretores seguirá automaticamente para uma terceira análise. Hoje, para obter essa terceira avaliação é necessária uma diferença de 300 pontos.
O texto também seguirá para esse terceiro corretor caso haja diferença de 80 pontos na análise de um ou mais quesitos considerados na definição da nota. A nota final da redação, cujo valor máxima é de mil pontos, é baseada em 5 itens, como domínio da língua escrita e aplicação de conceitos de várias áreas de conhecimento.
Se ainda nessa terceira correção persistir a discrepância de pontos, a redação será novamente avaliada, dessa vez por uma banca presencial, formada por três membros. Essa última avaliação não existia na edição do Enem do ano passado.
''Se permanecer a dispersão (dos pontos) nós iremos para uma quarta avaliação, que é uma banca certificadora, coordenada por um doutor que fará a avaliação final'', disse o ministro.
Em 2011, o Enem teve 5,3 milhões de candidatos, número recorde de inscritos. ''Ele é um instrumento que se consolidou exatamente porque permite igualdade de oportunidade e de acessos'', afirmou Mercadante.
O governo chegou a anunciar que neste ano haveria duas edições do exame - uma em abril e outra em novembro, mas acabou recuando da decisão. De acordo com o MEC, a realização de duas edições iria sobrecarregar a estrutura logística do exame. A presidente Dilma Rousseff já prometeu que, em 2013, haverá duas edições.
O Enem é usado por universidades públicas para o ingresso de estudantes na graduação. O exame é utilizado ainda como pré-requisito para o aluno ter acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni).

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