Curitiba – A segunda aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada sem intercorrências neste final de semana para 277,6 mil estudantes em vários municípios de todo o País e para 43.618 em 23 cidades do Paraná, teve um tema de redação considerado fácil pelos candidatos: Caminhos para combater o racismo no Brasil.

Nas provas da primeira aplicação, em 5 e 6 de novembro, o tema foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". A segunda rodada de provas foi necessária em razão das ocupações de centenas de escolas. No Paraná, 850 escolas foram ocupadas. Agora, as provas foram repetidas em Curitiba e Região Metropolitana, Maringá, Jacarezinho e Guarapuava, entre outras cidades.

Em Curitiba, os candidatos consideram a prova fácil. Para Hadassa Couto, 18 anos, o transtorno com a mudança de local foi compensado pelo conteúdo cobrado. "As provas desta vez estavam bem mais fáceis. Vi as de novembro e achei que tinham muitas questões de Química, matéria que não gosto muito", explica. Hadassa foi aprovada em dois vestibulares para o curso de Direito em faculdades particulares e seu objetivo é atingir nota suficiente para conseguir bolsa em uma das instituições.

A nota do Enem habilita os estudantes a se candidatarem ao Sistema de Seleção Unificada(Sisu), Programa Universidade Para Todos (Prouni) e o Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

Já a estudante Gabriela Ribeiro, 20 anos, achou o exame mais difícil que o de 2015. "Os enunciados estavam muito cansativos. Não vi a outra prova, mas em 2015 estava mais fácil". Gabriela quer cursar Educação Física.

O adiamento do exame dividiu opiniões. Henrique Kimura, 19 anos, que quer cursar Design Gráfico, gostaria de ter feito em novembro. "Teria sido mais fácil diminuir em um mês a pressão que é essa fase", avalia. Pressão tirada de letra pela escritora Indianara Girardello, 42 anos. "Quero voltar a estudar, por isso que a mudança não representou um problema. Para mim, foi um mês a mais de preparo."

ABSTENÇÃO
Segundo o Inep, a abstenção foi de 39,7% no primeiro dia e de 41,4% no segundo dia de provas. "Esses números foram altos em decorrência das situações específicas que o Inep precisou atender a fim de garantir que nenhum aluno se sentisse prejudicado ao longo da aplicação do Enem 2016", explicou Maria Inês Fini, presidente do Inep.
Se consideradas as duas aplicações, o Enem 2016 teve a participação de 6.005.607 dos 8.627.195 inscritos. Com isso, a abstenção final ficou em 30,4%.
O Inep investiu R$ 10,5 milhões na segunda aplicação do Enem 2016.

Os gabaritos das provas serão divulgados na próxima quarta-feira, na Página do Participante (http://enem.inep.gov.br/participante/#inicial). O resultado será disponibilizado no dia 19 de janeiro.

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