Londrina - O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve apreciar os recursos dos servidores demitidos por suposto uso de diplomas e certificados falsos para obter progressão na carreira somente na reunião de novembro. As defesas não serão avaliadas no próximo encontro, marcado para o dia 5 de outubro, porque o caso ainda está sendo analisado pela Procuradoria-Geral da instituição de ensino.
Em agosto, a reitora Nádina Moreno determinou a demissão de 26 servidores públicos que teriam fraudado diplomas para conseguir avançar na carreira e conseguir reajustes salariais. A decisão diverge do relatório final da Comissão Processante, aberta para investigar o caso, que pediu apenas a suspensão de 25 funcionários e a demissão de um.
A divergência é o que sustenta a defesa dos advogados dos servidores ouvidos pela FOLHA. ''A pena foi excessiva e arbitrária. A decisão é desproporcional, contraria a orientação da Comissão Processante. E a decisão da reitoria carece de fundamentação'', afirmou o advogado Maurício Toledo, que representa quatro funcionários.
''Foi uma decisão equivocada. Notamos diversas inconsistências nela'', limitou-se a dizer o advogado Gustavo Munhoz, que representa 19 servidores.
As análises são mantidas em sigilo pela UEL, que não revela sequer a quantidade de recursos interpostos pelos servidores. A assessoria da universidade informou apenas que os casos serão apreciados individualmente.

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