Curitiba- O coordenador da área técnica de Assistência à Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, assegurou, em entrevista à Folha, que o custeio dos centros está garantido. Uma unidade de Caps 24 horas, por exemplo, recebe entre R$ 40 mil e R$ 45 mil por mês para o atendimento ao público. ''O Paraná é um estado importante, rico em locais e que está com espaço insuficiente de vagas. O gestor fica na dependência dos hospitais psiquiátricos e é isso que não pode acontecer. Temos que mudar a lógica'', pontuou.
O governo federal apóia três programas de retorno à sociedade dos internos em manicômios e hospitais psiquiátricos. São eles: o Programa de Volta Para Casa, que paga uma bolsa de R$ 240 por mês para cerca de 520 pacientes que estiveram internados por mais de dois anos; as residências terapêuticas, que atendem, em 220 unidades, cerca de duas mil pessoas que não têm onde morar; e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde são desenvolvidas atividades para a reinserção na sociedade.
Atualmente, há 546 centros em funcionamento, dos quais 64 tratam dependentes de álcool e drogas e 41 são voltados para crianças e adolescentes. No Paraná são 15 Caps: seis em Curitiba, dois em Maringá, dois em Londrina, um em Cascavel, um em Francisco Beltrão, outro em Paranavaí e em Foz do Iguaçu.(L.P.)

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