Recursos hídricos e saneamento precisam de US$ 42 bi, segundo CEF
São Paulo, 27 (AE) - Começou há pouco, com a participação de empresários e autoridades estaduais e federais, a Conferência Internacional de Recursos Hidrícos e Saneamento, que debate até amanhã soluções para o setor. Para os próximos anos a previsão é de uma grave crise de abastecimento e o setor necessita de investimentos urgentes. Segundo o diretor da Caixa Econômica Federal, José Renato Côrrea Lima, o setor de recursos hidrícos e saneamento vai necessitar de US$ 42 bilhões em investimentos nos próximos anos, dos quais US$ 27 bilhões seriam aplicados para atender a demanda atual. Correa Lima disse também que nos últimos anos houve uma queda de 37% no nível de água em todo o mundo e que só no Brasil 70% das internações hospitalares ocorre por causa de doenças causadas por precariedade no tratamento de águas e esgotos.
Na avaliação do Secretário de Estado e Recursos Hidrícos
saneamento e Obras de São Paulo, Antonio Carlos Mendes Thane, a previsão é de que a população mundial irá crescer 20% nos próximos 25 anos mas não há estudos concretos para tornar viável o crescimento do abastecimento de água na mesma proporção neste período. Segundo Mendes Thane, o abastecimento ideal seria de 2.500 metros cúbicos de água por habitante/ano. Se esse consumo for abaixo de 1.500 metros cúbicos por habitante/ano a situação é considerada "crítica". "No Brasil há dois estados nesta situação: a Paraíba, com 1.430 metros cúbicos/habitante/ano, e Pernambuco com 1.300 metros cúbicos/habitante/ano" afirmou.
Limite - O secretário disse também que o Estado de São Paulo está no seu limite de abastecimento e a situação na região metropolitana da capital só esta normalizada porque 55% da água consumida nessa região vem de outras bacias alternativas. Para Mendes Thane, existem quatro fatores que podem solucionar esse problema: legislação, fiscalização, investimentos e consciência ambiental. A conferência é na sede da Fiesp, em São Paulo.





