Recuperação de rodovias sem pedágio começa pelo Noroeste
O secretário de Transportes, Nelson Justus, disse ontem que o governo do Estado vai começar pela região Noroeste a recuperação das rodoviais não pedagiadas, apesar da falta de recursos. Justus passou o dia na região e confirmou que a visita foi motivada pela série de protestos de lideranças comunitárias e políticas. Desde dezembro, municípios do Noroeste vêm se mobilizando por causa da precariedade das rodovias estaduais. Grande parte das estradas não oferece mais condições de tráfego.
Segundo Justus, as rodovias começam a receber pequenas melhorias com os R$ 7 milhões mensais que o Fundo de Recuperação Rodoviária vai gerar assim que entrar em vigor. O secretário afirmou, porém, que o dinheiro será insuficiente para a recuperar a malha viária de 10 mil quilômetros do Estado. Vamos ter que buscar recursos do próprio governo estadual e do federal, disse o secretário.
Conforme o diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Paulinho Dalmaz, seriam necessários no mínimo R$ 270 milhões para as estradas. Ele contou que dos 10 mil quilômetros, pelo menos 2,7 mil são considerados de regular a péssimo para o trânsito. Só na região Noroeste, são 700 quilômetros de rodovias precárias, sem acostamento e tomadas pelos buracos. Tem estradas que não comportam mais tapa-buracos e precisam ser recuperadas, completou Dalmaz. Segundo ele, a recuperação consome cerca de R$ 100 mil por quilômetro.
Além de tentar amenizar os efeitos dos protestos no Noroeste, Justus aproveitou a visita para percorrer parte do Anel de Integração. Ele disse que o governo vai se reunir a cada 15 dias com representantes das concessionárias para tentar ampliar a fiscalização das empresas nas estradas pedagiadas. (Marta Medeiros, de Maringá)





