Andréa Felix Pessoa, de Londrina, nunca tinha ouvido falar de amiotrofia espinhal, até que sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos, começou a perder força muscular. Hoje, ela é quase uma especialista, principalmente em levar informação a outras mães que também têm filhos com a doença. No ano passado, Andréa trouxe para Londrina a regional da Abrame e agora organiza a jornada.
Andréa lembra que a filha começou a andar aos nove meses de idade, mas com um ano e meio começou a perder força muscular e a cair muito. ''Com três anos ela praticamente parou de andar'', conta. Neste período foram feitas investigações sobre o problema, ''exames e mais exames'', mas sem fechar o diagnóstico.
Mesmo sendo uma doença progressiva e com diagnóstico de amiotrofia tipo 2, a menina recuperou bastante os movimentos e hoje consegue andar, com dificuldade só para se levantar, subir e descer escadas. E só usa a cadeira de rodas para longas distâncias. ''Ela se recuperou muito, nem os médicos sabem explicar'', conta a mãe. A recuperação chamou a atenção de pesquisadores americanos e a menina deve ir nos próximos meses para os Estados Unidos para fazer exames. (C.P.)

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