Reconstrução da Iugoslávia deve custar US$ 30 bilhões, dizem economistas
Belgrado, 23 (AE-ANSA) - Onze semanas de bombardeios da Otan deixaram em ruínas a Iugoslávia e sua reconstrução requerirá cerca de US$ 30 bilhões, afirmou nesta quarta-feira (23) o Grupo 17, um instituto integrado por economistas independentes.
Os economistas estimaram que a produção industrial da Sérvia fechará o ano com queda de 44%, incluindo a queda do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 40% negativo.
A contração das exportações será de 50% e a das importações, 55%, explicaram. Entre os efeitos diretos e indiretos dos bombardeios da Otan, entre 200.000 e 250.000 pessoas ficaram desempregadas, lembraram os especialistas do Grupo 17. O índice de desemprego passará de 25,4% em 1998 para 32,6% no fim do ano.
Os especialistas do Grupo 17 também destacaram que a política econômica incentivada pelo governo iugoslavo deverá confrontar pressões contraditórias. Entre as pressões, mencionaram a demanda de expansão da massa monetária para atenuar as tensões derivadas da desocupação e sua contração para adaptá-la à queda de produção.
"A moeda em circulação, no máximo, não deveria superar os níveis atuais, já que qualquer nova injeção de dinheiro poderia provocar aumento dos preços e do câmbio", segundo opinaram os economistas.
Só para a reconstrução de estradas, linhas ferroviárias e gasodutos destruídos pelos ataques dos aviões da OTAN são necessários US$ 5 bilhões, acrescentaram. A reconstrução das centrais elétricas, sistemas de telecomunicações e abastecimento de água requerem outros bilhões de dólares.
O Grupo 17 recordou a necessidade de financiamentos destinados à ajuda humanitária e à reconstrução de casas.
Por último, segundo os economistas, serão necessários mais financiamentos para acelerar a modernização da economia e permitir que a indústria e outros setores produtivos possam competir no mercado internacional.





